Um em cada sete adolescentes vive com um transtorno mental: os sinais que uma psicóloga pede para não ignorar em casa
A OMS estima que um em cada sete jovens de 10 a 19 anos tem um transtorno mental e que metade dessas condições começa antes dos 18 anos. Na Colômbia, números citados pelo Infobae falam de 10,4% de adolescentes com sinais de possíveis transtornos emocionais.
Foto: 褒忠國中 雲端網 / Wikimedia Commons · CC BY 2.0
Uma estudante cobre o rosto (não corresponde ao estudo). Foto de referência: 褒忠國中 雲端網 / Wikimedia Commons (CC BY 2.0).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que um em cada sete jovens de 10 a 19 anos vive com um transtorno mental e adverte que metade das condições de saúde mental que se manifestam na vida adulta começam antes dos 18 anos. Ansiedade e depressão estão entre as mais frequentes.
Muitas vezes, ninguém em casa percebe.
Na Colômbia, segundo números citados pelo Infobae, 10,4% das pessoas de 12 a 17 anos apresentam sinais de possíveis transtornos emocionais, e a proporção sobe para 12,8% entre as meninas. Nos últimos 30 dias, 4,8% dos adolescentes manifestaram ideias suicidas e 2,9% relataram comportamentos de automutilação. A escola também pesa: em 2025, 21% dos estudantes de 15 anos disseram ter sofrido bullying várias vezes por mês ou mais.
“Um adolescente não vai superar isso sozinho”
A psicóloga Jennifer Avellaneda explicou ao Infobae Colômbia que a adolescência é uma etapa de grandes mudanças físicas, hormonais, cognitivas e sociais, às quais se somam exigências escolares, conflitos em casa, bullying, discriminação e pressão para pertencer a um grupo. “Um adolescente não vai superar isso sozinho”, afirmou, e pediu a pais, professores e amigos que escutem sem preconceitos e acompanhem. “Em alguns casos é importante buscar ajuda profissional”, acrescentou.
A especialista destacou que a detecção precoce, a escuta familiar e o acesso oportuno a atendimento profissional podem evitar que o mal-estar se transforme em crise.
Sinais que merecem atenção
Nem toda mudança de humor é um transtorno, mas convém prestar atenção quando os sinais são persistentes ou afetam a vida diária:
- Isolamento prolongado de amigos e família, ou abandono de atividades de que antes gostava.
- Tristeza, irritabilidade ou raiva que duram semanas.
- Mudanças marcantes no sono, no apetite ou no desempenho escolar.
- Comentários de desesperança, de não querer viver, ou sinais de automutilação: nesse caso é preciso buscar ajuda imediatamente.
O que a família pode fazer
A OMS aponta que os fatores de proteção incluem relações de apoio na família e na escola, rotinas de sono e atividade física, e ambientes seguros. Especialistas recomendam escutar sem julgar, validar as emoções (“entendo que você se sinta assim”) em vez de minimizá-las, e facilitar a consulta com um profissional quando o mal-estar não passa.
Se você notar esses sinais em seu filho ou em um adolescente próximo, consulte o médico dele ou um psicólogo. Se houver risco imediato, ligue para o número de emergência do seu país (no Brasil, o CVV atende pelo 188).
Leia também: Amy Gutiérrez habló de depresión y alcohol: señales para pedir ayuda · Cambio de horario: cómo afecta al sueño
Fontes
Conteúdo informativo. Não substitui a consulta com um profissional de saúde. Aviso médico